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O ICMS virou uma festa estadual
JC NEGÓCIOS
A arrecadação de junho ainda não está disponível no site do Confaz, mas todo mundo já sabe que o primeiro semestre de 2010 foi o melhor dos últimos anos em todos os Estados, com o Nordeste crescendo a taxas tão altas que quem menos evoluiu, o Maranhão, cresceu 13,7% em termos reais, com a Bahia faturando quase um quarto (24,2%) de 2009, no mesmo período.
Para se ter uma ideia do que isso quer dizer na boca do caixa é importante dizer que, desde janeiro, a terra de Jaques Wagner crava uma média de R$ 1 bilhão por mês de arrecadação de ICMS. Eduardo Campos (22,8%) se contenta com um pouco mais que R$ 650 milhões/mês. Enquanto Cid Gomes pode contar com uma média mensal de R$ 475 milhões. Nos outros Estados, todo mundo tem mais dinheiro no caixa doméstico. E ainda considerando-se que o primeiro semestre de 2009 refletiu o impacto da crise global nas receitas, sempre é bom lembrar que esse foi o tempo das desonerações do IPI.
Na prática, esse estouro nas receitas do Estado é resultado do crescimento das vendas no varejo. No Nordeste, com o crescimento puxado pelas vendas de veículos, material de construção, produtos de informática e linha branca, o comércio varejista explodiu. E essa receita somada à antecipação das receitas federais que a União tradicionalmente fez antes da proibição do período eleitoral simplesmente bombou o caixa de todos os Estados.
Jornal do Commercio (30/07/2010)
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